Posts Tagged ‘sekt’

Champagne e Espumantes em números

12 de Fevereiro de 2017

Neste clima de verão, vinhos espumantes sempre caem bem. Não só para bebericar, como também à mesa. Já falamos em outras oportunidades que espumantes são excelentes parceiros para a gastronomia. Possuem acidez, corpo médio, álcool moderado e não são invasivos. Além disso, a gama de estilos e a variação de textura entre eles, permitem uma infinidade de combinações. Exceto com carne vermelha, praticamente combinam com tudo. Portanto, vamos ver como andam os números das borbulhas pelo mundo, sempre com a força e penetração do rei dos espumantes, sua majestade Champagne.

Apesar do Brasil elaborar bons espumantes, ter boa penetração no mercado interno, com vendas e produção crescentes, quando comparamos números nacionais com os principais produtores mundiais da bebida, percebemos um abismo quase intransponível. Senão, vejamos.

Em 2015 o Brasil produziu 13,8 milhões de litros de espumantes secos, 5 milhões de Moscatel. e 7,8 milhões entre filtrados e frisantes. Somando tudo, temos 26,6 milhões de litros, aproximadamente 35 milhões de garrafas. Guardem esses números.

A produção de espumantes no mundo gira em torno de 7% da produção total de vinhos. Isso corresponde por aproximadamente 18 milhões de hectolitros, ou seja, dois bilhões e meio de garrafas de espumantes.

A França fica com pelo menos 20% da produção. Alemanha e Itália ficam com aproximadamente 15% cada um. Da mesma forma, Espanha e Russia, 10% cada um. Em resumo, cinco países detêm pelo menos 70% da produção mundial de espumantes.

Quando falamos de Alemanha, falamos de Sekt. Da mesma forma, Proseccos e Asti para a Itália. E Cava para os espanhóis.

Esses países, além de produzirem, importam e exportam essas bebidas. Vejam alguns gráficos abaixo sobre o assunto.

espumantes-mundo-consumacao

grandes consumidores

É impressionante o que os alemães consomem de espumantes. Quase cinco garrafas por habitante/ano só de espumantes. O que produzem, que não é pouco, não dá para o consumo. A Rússia para quem não sabe, é grande produtor e consumidor da bebida. Estados Unidos se destaca na quantidade pela potência econômica que são, porém o consumo per capta é discreto. França, sempre em destaque nas estatísticas. E por fim, o tradicional hábito dos ingleses.

champagne-exportacao-importacao

a força da França e Champagne

Na exportação de espumantes, em volume dá até para encarar, mas quando se trata de cifras, a França englobando Champagne é covardia. Mais de 50% das borboulhas são do berço sagrado de Champagne. Não é à toa que a cada segundo, são abertos dez champagnes em algum lugar do mundo!. O nome de vinho mais conhecido no mundo. Em qualquer lugar, em qualquer língua, quando se fala “champagne”, todo mundo entende.

espumantes-paises-importadores

trio importador consistente

Basicamente, quando analisamos os gráficos acima de volume e valor, Estados Unidos e Alemanha trocam de posição, permanecendo o Reino Unido inalterado, ou seja, a Alemanha ganha no volume, mas perde em valor para a América. Esses são os grandes importadores da bebida, com algum destaque para Japão, Bélgica e Noruega.

Um pouco mais de Champagne …

A produção anual de champagne supera a marca de 300 milhões de garrafas por ano. Os estoques da bebida ficam em torno de um bilhão e meio de garrafas.

A França bebe metade da produção e exporta o restante. Do que é exportado, quase 90% são produtos das grandes marcas: Moët & Chandon, Veuve Clicquot, Pommery, Laurent-Perrier, Mumm, entre outras.

Essas grandes marcas formando cinco grupos poderosos como LVMH respondem por pelo menos dois terços das cifras de Champagne. Páreo duro para qualquer grupo de bebidas.

Sekt Sparkling Wine

10 de Fevereiro de 2014

Um dos destaques da vinicultura alemã é a maciça produção de vinhos espumantes denominados Sekt. Dentre os cinco maiores grupos de espumantes no mundo, três são alemães, juntamente com os poderosos LVMH (França) e Freixenet (Espanha). O trio de ferro é formado pelas empresas  Henkell & Söhnlein Sektkekkereien (detêm 37% do mercado alemão de espumantes), Rotkäppchen-Mumm Sektkellereien (20% do mercado), e Sektkellereie Scholss Wachenheim (20% do mercado). Nos anos 90 a produção alemã chegou a passar de quinhentos milhões de garrafas por ano, perfazendo um consumo per capita de mais de cinco litros, conforme tabela abaixo:

Atualmente consumo per capita de 3,9 litros

A definição de Sekt é baseada numa espumatização de qualidade. Já os espumantes gaseificados artificialmente são denominados Schaumwein. Mais de noventa por cento da produção de Sekt é elaborada pelo método Charmat ou método de tanque. Uma minoria passa pelo método tradicional, com a tomada de espuma na própria garrafa. Também a grande maioria do Sekt produzido na Alemanha parte de vinhos-base de outros países, notadamente a Itália, Espanha e França. Os Sekts de origem alemã, portanto mais autênticos, são denominados Deutscher Sekt. Os mais categorizados partem das uvas Riesling, Pinot Blanc, Pinot Gris e Pinot Noir.

O nome Sekt vem do latim Siccus (seco ou dry) e foi adotado na Alemanha no século XIX devido à proibição do termo champagne fora de sua região de origem na França. Aliás, originalmente a grafia era com C e não com K (Sect). Como os padrões de vinho alemão são quase inteiramente idênticos na Áustria, existem também Sekts austríacos.

O chamado Deutscher Sekt com uvas de origem alemã podem exprimir características diversas, conforme a composição das uvas. Por exemplo, a Riesling fornece acidez e longevidade ao espumante, a Silvaner é relativamente neutra, a Weissburgunder (Pinot Blanc) fornece corpo e um certo toque floral, a Gewürztraminer fornece bouquet muito pronunciado, e a Spätburgunder (Pinot Noir) é utilizada na elaboração dos rosés.

Rheingau: região confiável para Sekts de qualidade

Atualmente no Brasil, a importadora Decanter (www.decanter.com.br) apresenta uma bela seleção de vinhos alemães, paixão de seu proprietário Adolar Hermann. Dentre os vinhos, há um bom exemplar de Sekt: Franz Künstler (produtor do Rheingau) com um Sekt Brut somente com a uva Riesling.

O Mundo das Borbulhas

14 de Março de 2013

Os vinhos espumantes têm papel expressivo no cenário mundial, conforme gráfica abaixo. Com uma produção girando em torno de sete porcento do total mundial de vinhos (18,5 milhões de hectolitros em 2010), os espumantes são versáteis, gastronômicos e em certos casos, insubstituíveis. Aperitivos, recepções de jantares, é quase impossível não pensar neles. Mas como já dissemos em outros artigos, eles podem ir além, acompanhando refeições com pratos bem escolhidos.

Tendência crescente dos espumantes

Dentre os principais países produtores, a França lidera o ranking com seiscentos e quarenta milhões de garrafas por ano (dados de 2010). Dentro do território francês, o champagne responde por metade da produção. Um produto de grande penetração e com uma qualidade média bastante satisfatória. Só para termos uma idéia da força deste produto, a cada segundo são abertas dez garrafas de champagne no mundo. Aliás, para muitas pessoas, uma garrafa de champagne na sua faixa de preço, talvez seja a escolha mais segura entre todos os tipos de vinho para não haver decepções.

Os principais países na produção de espumantes

Aqui está o ranking dos principais países produtores de espumantes no mundo. O Brasil, especialista nesta área, produziu quase vinte milhões de garrafas em 2012, mas ainda estamos longe entre os gigantes da área. O fato curioso em nosso mercado interno é que os espumantes nacionais lideram com mais de 70 porcento em volume, frente aos espumantes importados. Já para os vinhos tranquilos, a situação praticamente se inverte, com amplo domínio dos importados.

Em termos de exportação, França, Itália e Espanha lideram o cenário. Em volume, a Itália responde por 34% do total mundial exportado, enquanto a Espanha perfaz 27%. Já em valores, a França reina absoluta com 59% do mercado mundial, sobrando 14% e 10% para Itália e Espanha, respectivamente. Todos dados de 2011, conforme quadros abaixo:

Mercado dominado pelos três maiores produtores mundiais

Neste mercado de exportação, estamos falando em Champagne, Asti, Prosecco e Cava. A propósito, a denominação Prosecco aumentou significativamente sua  produção em milhões de garrafas com as novas regras da denominação, que anteriormente eram restritas a Conegliano-Valdobbiadene. A DOC Prosecco atualmente é a de maior produção em toda a Itália, superando DOCs importantes como Chianti, Montepulciano d´Abruzzo e o próprio Asti.

Champagne faz a diferença em valores para os franceses

Das mais de cento e quarenta milhões de garrafas de champagne exportadas, praticamente metade está direcionada ao Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha.

Dados e gráficos baseados no site italiano http://www.inumeridelvino.it com vários estudos estatísticos.

Os Gigantes das borbulhas

17 de Outubro de 2011

O espumante nacional continua sendo nosso melhor representante no mercado interno e também nas exportações. A produção está estimada em mais de doze milhões de garrafas para este ano de 2011. Contudo, em termos globais, os gigantes europeus apresentam números impressionantes e de forma consistente, ano após ano.

Produção de Espumantes na Europa Central

A França lidera as estatísticas com mais de 500 milhões de garrafas por ano, sendo só na região de Champagne, mais de 300 milhões. Os demais espumantes, chamados Mousseux, apresentam expressiva produção nas apelações Crémant d´Alsace, Crémant de Bourgogne e Vouvray.

Produção de Espumantes na França (Exceto Champagne)

Na Alemanha, o famoso Sekt, sinônimo de espumante, é responsável por mais de 350 milhões de garrafa, com a maciça maioria elaborada pelo método Charmat. Das cinco maiores empresas na produção de espumantes no mundo, três estão na Alemanha. As outras duas são o poderoso grupo francês LVMH e a gigante espanhola do Cava, o grupo Freixenet. Os alemães consomem praticamente tudo, além de importar mais alguns milhões de garrafas da França, Itália e Espanha.

Henkell: um dos gigantes do Sekt

A Itália aparece em seguida, com forte produção em sua porção setentrional. Asti Spumante com 85 milhões de garrafas e Prosecco (somente a DOCG Conegliano Valdobbiadene pela nova lei) com 70 milhões de garrafas apresentam grande destaque em termos de volume. Franciacorta, a excelência do método Champenoise italiano, tem grande prestígio, mas produz pouco mais de dez milhões de garrafas por ano. Piemonte, Oltrepò Pavese e Trentino, são grandes referências. A Itália praticamente exporta metade de sua produção.

A grande referência espanhola é o Cava, com sua produção baseada na Catalunha. É a quarta força em borbulhas no planeta, com mais de 200 milhões de garrafas por ano. Pouco mais da metade é destinada à exportação. Os grupos Freixenet e Codorníu somam mais de 75% na produção total de Cava.

Outros gigantes deste mundo de borbulhas são Estados Unidos, Rússia, Tailândia, Ucrânia, Polônia e Austrália. 


%d bloggers like this: