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Grand Cru Tasting 2017

8 de Junho de 2017

Mais um grande evento proporcionado pela importadora Grand Cru na belíssima Casa da Fazenda, no Morumbi. Muita coisa pra provar e como sempre, não deu tempo para tudo. De todo modo, seguem abaixo alguns vinhos pinçados sob vários critérios; qualidade evidentemente, preços interessantes, exotismo, dentre outros.

Borbulhas

Cave Geisse como sempre, dando o tom da festa. Que espumante bem feito, enchendo de orgulho os brasileiros. Informações precisas nos contra rótulos tais como: safra, data do dégorgement, e açúcar residual, normalmente com 6g/l, bem abaixo dos limites legislativos. Dependendo da complexidade e do seu bolso, as opções são elaboradas de 12 em 12 meses sur lies. A de 48 meses sur lies provada em Magnum, Cuvée Sofia, mostra um equilíbrio e complexidade ímpares.

grand cru tasting 2017 geisse cuvee sofia magnum

um espumante nacional a ser batido

Entre Proseccos, Cavas, e Franciacorta, fica o destaque para o Brolese Extra Brut Rosé da Tenuta Villa Crespia em Franciacorta. Muito fresco, aromático, de estilo leve, tratando-se de um rosé. Prevalência de Pinot Nero no corte juntamente com Chardonnay. 30 meses sur lies confere a esta cuvée a necessária complexidade sem nenhuma interferência de barrica.

grand cru tasting 2017 brolese rose franciacorta

Pinot Nero e Chardonnay

Por fim, os belos champagnes Billecart-Salmon. De estilo elegante e muito frescor, seu rosé é um dos clássicos neste tipo de champagne. Destaque também para seu vintage 2006, mostrando complexidade e textura cremosa. Enquanto este rosé pode ser grande parceiro com sushi de atum, o vintage 2006 pode escoltar aves ou lagostas em molhos suavemente cremosos de cogumelos.

grand cru tasting 2017 billercar salmon vintage 2006 e rose

a diversidade em champagne

Brancos

Vários estilos, regiões e uvas. Começando pelos mais frescos e verticais, vamos aos dois da foto abaixo, em seus respectivos terroirs. O Rias Baixas Albariño, mais leve, bom frescor e textura agradável,  quebrando um pouco aquela acidez aguda. Já o Pioneer Block da vinícola Saint Clair, provem de um dos setores chamado Arthur, setor 24. A exuberância de fruta tropical aliada ao grande frescor, faz deste branco um exemplo típico de Sauvignon Blanc moderno da sub-região de Marlborough, nordeste da Ilha Sul neozelandesa.

grand cru tasting 2017 rias baixas laxasgrand cru tasting 2017 sauvignon pionner block 2013

intensidades crescentes

Agora dois Chardonnays com frescor, boa textura e preços razoáveis, conforme foto abaixo. O da esquerda, da linha Max Reserva da Errazuriz, mostra um bom balanço entre fruta e madeira, além de frescor muito agradável. Já o da direita, um Chardonnay argentino de Valle de Uco, mostrando muita fruta e bela acidez. Textura um pouco mais delgada que o anterior, mas mantendo frescor em destaque. Preços, 129 e 89 reais, respectivamente.

chardonnays equilibrados

Fechando os brancos, o vinho abaixo vem do Douro com uvas locais: Viosinho, Rabigato, Códega e Gouveio. O vinho é fermentado e amadurecido em barricas francesas por nove meses com bâtonnage, aos moldes dos brancos da Borgonha. Branco de corpo, estrutura, fruta bem integrada com a barrica, textura densa, e longa persistência. Vinho para estar à mesa, e não para bebericar.

grand cru tasting 2017 van zellers branco 2014

branco gastronômico

Tintos

Começando com os tintos, logo de cara, Casanova di Neri. Que Brunello di Montalcino! profundo, equilibrado, complexo, e longo em boca. Mesmo seu Rosso, normalmente uma espécie de segundo vinho, partindo de parreiras mais jovens, bate muito Brunello por aí. Em resumo, se você vai gastar algum dinheiro com Brunellos, o caminho é este tendo o Rosso como bela alternativa. Realmente, um porto seguro.

grand cru tasting 2017 casanova di neri

altamente confiáveis

Nessa mesma linha de raciocínio, Bodegas Mauro nos mostra que denominação de origem por si só não quer dizer muita coisa. Um Vino de la Tierra digno das melhores mesas. Apesar de sair levemente da área demarcada de Ribera del Duero, está na famosa rota da “milla de oro”, trecho de aproximadamente 15 quilômetros onde se concentram as principais bodegas da região. Sempre muito equilibrado, sedoso, taninos finos, e longa persistência aromática. Vinho para ganhar degustações às cegas com figurões.

grand cru tasting 2017 bodegas mauro

o grande enólogo Mariano Garcia (doutor Vega-Sicilia)

Agora abaixo, dois estilos bem diferentes, mas igualmente interessantes de tinto. O da esquerda, um Cabernet Franc da Valle de Uco sem madeira em solo calcário. Expressão vibrante de fruta bem delineada, muito equilibrado, e com forte caráter mineral. Foge um pouco do perfil desta cepa no Loire, mas tem muita personalidade. Já o da direita, um Pinot Noir autentico de Novo Mundo, porém muito bem feito. Fruta exuberante com um suporte de acidez bem interessante. A madeira bem colocada apresenta somente 35% de barricas francesas novas. Com vinhedos bem localizados e solos apropriados à uva, é uma linha da Saint Clair (Pioneer Block), vinícola neozelandesa, que privilegia o terroir.

frescor e maciez em harmonia

Da Itália, duas expressões distintas entre sul e norte. O tinto da esquerda trata-se de um Nero d´Avola siciliano com uvas passificadas no pé, resultando num vinho rico em fruta, corpo, e maciez. Mesmo assim, mantem um bom frescor, num final marcante e equilibrado. Por 99 reais, vale a pena prova-lo. No tinto da direita, um clássico Barolo. Sem grande complexidade, mas com tudo no lugar, é bastante acessível para sua idade diante da habitual austeridade desses vinhos. Taninos afáveis e fruta bem presente. Por 269 reais para um Riserva, é um bom início para quem vai se aventurar nesta denominação cheia de meandros.

norte e sul da Itália com vinhos acessíveis

tintos doces: estilos bem diferentes

Na foto acima, enquanto o Porto Vintage à esquerda da bela safra 2011 esbanja força, estrutura e uma montanha de taninos, vislumbrando longa guarda, o tinto da direita em estilo colheita tardia, está muito mais pronto para ser apreciado. Sua doçura é encantadora com um frescor até certo ponto surpreendente. Ideal para queijos densos e curados, assim como frutas secas e passificadas como tâmaras, por exemplo. Voltando ao Porto, para consumi-lo neste momento, é imperativo pelo menos duas horas de decantação. Novamente, a diferença marcante e justificada nos preços: 149 reais para o Primitivo Dolce Naturale, e 699 reais para o Porto Vintage Churchill´s.

grand cru tasting 2017 grappa e bas armagnac

tudo vem da uva

Passando a régua, dois estupendos destilados (foto acima), já pensando nos Cohibas, Partagas e Bolívar, Puros de grande fortaleza. Primeiro, uma Grappa Riserva da exclusivíssima Tenuta Ornellaia, um dos cortes bordaleses mais prestigiados na elite dos grandes tintos. Cuidadosamente destilada, esta bebida passa ao menos três anos em barricas francesas da propriedade. Altamente recomendada sobretudo para o terço final de um Puro, seus aromas de fruta em caroço explodem na boca. Grande força e persistência aromática.

Seu par na foto, mostra um belo Armagnac envelhecido da melhor porção de seu terroir, Bas-Armagnac. O envelhecimento em toneis por 20 anos indica que a bebida mais jovem deste blend tem a data indicada. Macio, profundo e muito persistente. Digno de Puros como Montecristo nº2, Partagas Lusitanias ou Cohiba Behike.

Enfim, um breve relato dos muitos vinhos apresentados no evento, tentando abranger gostos e bolsos diferentes. Agradecimentos à importadora Grand Cru pelo convite, numa organização acolhedora e bem focada.

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Brancos Espanhois e Viña Tondonia

2 de Fevereiro de 2017

Sobretudo por questões climáticas, os tintos espanhóis se destacam muito mais no cenário internacional. Rioja, Ribera del Duero, Priorato e mais recentemente, Bierzo, fazem dos tintos espanhóis um porto seguro.

Em termos de branco, exceto os Jerezes e Cavas, talvez somente os Albariños tenham alguma penetração no mercado, embora os Alvarinhos do lado português sejam fortes concorrentes. Um outro branco de certa tradição mas pouco conhecido do público, são os Verdejos de Rueda, região árida de Castilla y Léon, próxima a Ribera del Duero e vizinha de Toro.

Seguem abaixo, os comentários desses brancos, culminando num vinho único de Rioja, os brancos Viña Tondonia da bodega López de Heredia, tecendo maiores considerações.

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Paco & Lola Albariño Rias Baixas 2014

A denominação de origem Rias Baixas, extremo noroeste da Espanha, região da Galicia, engloba várias sub-regiões sendo uma dela Val de Salnés, de onde provem este Albariño. Este vale tem um produção intensa de Albariño que são caracterizados por sua leveza e salinidade. Ideal para peixes e mariscos in natura como sashimis e carpaccio.

De fato, o vinho apresenta cor muita clara e brilhante. Os aromas são bastante cítricos, minerais e algo floral. Boca leve, limpa, muito fresca, com predomínio amplo da acidez. Percebe-se claramente a salinidade e um final estimulante e de muito frescor. Neste verão, é uma ótima opção. importadora – http://www.almeria.com.br

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Jose Pariente Verdejo Rueda 2014

A casta Verdejo tem uma resistência impressionante no árido solo pedregoso de Rueda. Não fosse o frio vento Gallego e noites mais frescas, garantindo uma boa amplitude térmica, seria inviável elaborar brancos de qualidade como este. Com parreira de mais de 30 anos, as uvas são vinificadas com breve contato das cascas em temperatura controlada e aço inox. O vinho permanece sur lies até o engarrafamento. importadora Decanter (www.decanter.com.br).

A cor é de boa intensidade com um palha-dourado e reflexos verdeais. Os aromas são cítricos, de ervas, e frutas tropicais mais frescas. Em boca, tem certa textura, mas com uma acidez estimulante e agradável. Final persistente e de personalidade. Pode acompanhar bem um belo ceviche, com seus toques de limão, coentro e pimenta.

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López de Heredia Viña Tondonia Blanco Reserva 2000

Cor dourada brilhante levemente envelhecida, sugerindo um vinho doce. As uvas são Viura (Macabeo) e 10% de Malvasia. Os aromas são complexos e multifacetados com sugestão de frutas secas, damascos, notas de chá, caramelo, mel, resinoso, entre outros. Em boca, um equilíbrio fantástico entre álcool e acidez. Nem um pouco invasivo, mas com muita harmonia. Persistência longa e expansiva. E olha que 2000 não é uma grande safra!. Importadora Vinci (www.vinci.com.br).

Nada melhor para acompanha-lo que uma bela posta de bacalhau ao forno com legumes bem condimentados. Outra sugestão seria um camarão a provençal com arroz puxado no próprio molho (manteiga, ervas e alho).

Um pouco mais de López de Heredia …

Este vinho merece maiores considerações, pois trata-se de um dos melhores brancos espanhóis de guarda, se não for o melhor. A bodega López de Heredia tem uma filosofia de trabalho muito particular e mantem a tradição de elaborar vinhos à moda antiga com um trabalho artesanal, de paciência e muita sensibilidade no desenvolvimento do vinho em seu processo de “crianza”.

Aqui existe um ritual muito sério com a madeira que é mesclada ao vinho com maestria. A bodega possui tanoaria própria, ou seja, ela confecciona as barricas de carvalho. Com um arsenal de quinze mil barricas, o carvalho é todo americano por razoes específicas. No carvalho americano as fibras são mais compactas, gerando menor porosidade e por consequência, a madeira deve ser obrigatoriamente serrada e não fendida como nos carvalhos franceses. A madeira é recebida bruta na bodega e posteriormente cerrada em aduelas (pequenas ripas que formam a barrica). Em seguida, procede-se a secagem natural da madeira com as aduelas todas empilhadas. Primeiro ano, ao relento (chuva, vento, sol). Segundo ano, coberta.

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um mar de barricas

Este processo de secagem natural elimina uma série de substâncias indesejáveis da madeira, e ao mesmo tempo, o enriquecimento de outra série de substâncias que contribuirão em termos aromáticos. Além disso, o processo confere mais resistência da madeira à putrefação, aumentando sua vida útil.

Devidamente secadas, as aduelas são agrupadas então para a construção propriamente da barrica. Mediante à ação do fogo, vão se moldando as mesmas. Neste novo processo, a tosta da barrica se faz necessária e trará consequências importantes ao vinho. López de Heredia opta por tostadura de grau médio, onde a integração aromática entre barrica e vinho é mais coesa e natural. Em tostaduras ligeiras, os aromas de frutas secas e coco ficam muito evidentes. Da mesma forma, em tostaduras mais intensas, os aromas empireumáticos como de café, torrefação, ficam muito dominantes.

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gran reservas maravilhosos

Pausa para a foto acima. Estas duas safras históricas acima (64 para o tinto e 68 para o branco) são de uma complexidade e integridade excepcionais. Ainda permanecem vivos, inteiros, quase imortais. Tanto o branco, como o tinto, chegam a passar dez anos em madeira. Devemos tomar alguns cuidados no serviço. Devem ser abertos pelo menos uma hora antes do consumo e mesmo o branco, deve ser servido a temperatura ligeiramente inferior do tinto, em torno de 16 graus.

Por fim, o longo processo de crianza, onde o vinho permanece por anos nas barricas, criando toda a magia. Nesta fase, a idade da barrica é muito importante com três categorias distintas a serem mescladas, visando total harmonia.

Barricas novas, maior micro-oxigenação, maior aporte de taninos e substâncias aromáticas. São utilizadas apenas 10% de barricas novas. Barricas com idade até 10 anos têm essas características atenuadas, marcando menos o vinho. São utilizadas 50% dessas barricas. O restante (40%), são utilizadas barricas antigas, com mais de dez anos. Nestas barricas a micro-oxigenação é muita lenta, ajudando na estabilização do vinho e dos polifenóis, conferindo ricos sabores. Neste interim, o vinho sofre várias trasfegas ao longo dos anos, promovendo uma clarificação e filtração naturais.

Finalizando o assunto, todo o mosto é fermentado em tinas enormes de madeira com mais de cem anos de idade, devidamente monitoradas. Ao longo do tempo, as paredes desses recipientes formaram uma crosta em suas paredes com resíduos de tartaratos e outros compostos de fermentações sucessivas e acumuladas. Disto resulta uma blindagem natural dessas tinas e um ambiente perfeito para as leveduras naturais que ano após ano acompanham as uvas e o mosto em cada safra. Elas não só revigoram essas leveduras, como servem para catalisar o início de uma nova fermentação. Esse é mais um detalhe que contribui para a distinta personalidade deste vinhos.

Vale a pena entrar no site da vinícola e verificar todo esse assunto e outras particularidades desta tradicional bodega. http://www.lopezdeheredia.com

Harmonização: Linguado Abacalhoado

10 de Abril de 2014

O nome soa estranho, mas a receita é do programa Que Marravilha! do chef Claude Troisgros. Pode ser uma bela opção para a semana santa que se aproxima, conforme vídeo abaixo:

http://gnt.globo.com/quemarravilha/videos/_3014827.shtml

Para a harmonização é fundamental assistir o vídeo acima. A primeira coisa que chama a atenção é a presença maciça de azeite. O bacalhau é confitado no azeite, a batata também, dando muita oleosidade ao prato. Portanto, é fundamental que o vinho escolhido tenha um bom suporte de acidez, a qual servirá como “detergente” para limpar esta gordura. Taninos aqui não resolvem muita coisa, pois não é o caso de suculência com gordura. Essas considerações caminham para vinhos brancos.

Outros ingredientes importantes são a profusão de ervas na receita, pimenta, azeitonas, alho, limão siciliano. Isso tem muito haver com a região francesa da Provença e todas as regiões do Mediterrâneo de um modo geral. Quanto ao bacalhau, sua participação é limitada e sua textura é delicada, misturada ao pão de forma picado. Portanto, o sabor do prato não é tão marcante como seria com uma posta espessa de bacalhau. O mesmo é apenas um recheio do linguado. Isso nos dá uma ideia de peso do vinho, inclusive com suave passagem por madeira, se for o caso.

Bandol: apelação nobre da Provence

Nesse sentido, vamos a algumas sugestões. Voltando à Provence, podemos pensar no Château Pibarnon, uma referência da apelação Bandol. Suas versões em branco e rosé têm peso, aromas e sabores adequados ao prato. Ainda no Mediterrâneo, a uva Vermentino gera bons exemplares nas regiões italianas da Sardegna e Ligúria. Château Pibarnon é encontrado na importadora Zahil (www.zahil.com.br).

Do lado ibérico, um belo Alvarinho (português do Minho) ou Albariño (espanhol de Rias Baixas) apresenta um bom frescor ao prato. Um delicada passagem por madeira pode ser interessante. O Dão branco, português calcado na uva autóctone Encruzado é uma combinação surpreedente, assim como os espanhóis brancos de Rueda com a uva Verdejo. Os Alvarinhos de Anselmo Mendes e o Rueda de José Pariente são encontrados na importadora Decanter (www.decanter.com.br). 

José Pariente: referência nesta denominação

Para vinhos mais sofisticados, podemos pensar nos franceses da região de Chablis. Um bom Premier Cru tem acidez, estrutura e elegância para o acompanhamento. Bordeaux brancos com seus toques herbáceos e madeira delicada é outra bela opção.

Como preparar o bacalhau:
Ingredientes:
300g de bacalhau imperial sem espinhas e dessalgado
750ml de azeite extravirgem
Tomilho, louro, alecrim, cebolinha e manjericão
4 dentes de alho na casca
1 pimenta dedo-de-moça fatiada
1 colher de alho picado
Gotas de limão siciliano
80g de pão de forma rasgado
Cebolinha francesa picada
Sal e pimenta do moinho (a gosto)

Modo de preparo:   
Esquente o azeite com o alho na casca, incluindo a pimenta dedo-de-moça e as ervas até atingir 80ºC. Coloque o bacalhau no azeite, sem deixar que ele atinja o ponto de fritura, e deixe cozinhar por 15 minutos. Retire, desfie e reserve. Deixe o alho suar 2 conchas de azeite do cozimento do bacalhau. Coloque o bacalhau desfiado e deixe secar bem.

Junte o pão de forma, desligue o fogo e misture bastante, acrescentando mais 2 a 3 conchas de azeite de bacalhau. Acrescente a cebolinha francesa e as gotas de limão para temperar.

Bacalhau grelhado na manteiga e raspas de limão

Como preparar a batata confitada:
Ingredientes:
2 batatas grandes (300g)
18 azeitonas pretas sem caroço, cortadas ao meio

Modo de preparo:
Descasque as batatas e corte em rodelas de 1cm de espessura. Junte as batatas e as azeitonas no azeite de bacalhau e deixe confitar a 80ºC, até ficar macia.

Empanada de bacalhau: Claude Troisgros prepara versão da iguaria espanhola

Como fazer o linguado crocante:
Ingredientes:
3 filés de linguado de 300g cada
Pão de forma ralado
Sal e pimento do moinho

Modo de preparo:
Abra os filés de linguado sem furar e tempere. Recheie com a mistura de bacalhau, coloque em um refratário e regue com azeite do cozimento do bacalhau. Empane com pão de forma e asse no forno 200ºC até corar, por cerca de 10 a 15 minutos.

Montagem do prato:
Flor de sal (a gosto)

Coloque a batata no prato, juntamente com o alho na casca, ervas e pimenta. Regue com o azeite do cozimento do bacalhau, tempere com flor de sal e disponha o linguado em cima.

Lembrete: Vinho Sem Segredo na Radio Bandeirantes FM 90,9 às terças e quintas-feiras nos programas Manhã Bandeirantes e à tarde, no Jornal em Três Tempos.

 

Decanter Wine Show 2012: Destaques

28 de Junho de 2012

Com um portfólio cada vez mais recheado de boas novidades, a importadora Decanter ano a ano vem se destacando no cenário nacional de vinhos importados. Os proprietários Adolar e Edson Hermann, pai e filho, respectivamente, cercados de grandes profissionais como Guilherme Corrêa e Cezar França, formam um time invejável neste mercado repleto de aventureiros.

Dos inúmeros vinhos apresentados, de produtores, países e regiões bastante diversas, três chamam a atenção quer pela boa relação preço/qualidade, quer pela originalidade e pouca difusão em nosso mercado.

Château Lagrézette 2004

A origem da uva Malbec na tradicional apelação francesa Cahors. Com 85% de Malbec e algumas pitadas de Merlot e Tannat, este tinto mostra classe e taninos bem trabalhados. Seus dezoito meses de barrica estão bem integrados ao conjunto, lembrando bons tintos de Bordeaux pelos aromas de torrefação e tabaco. Diametralmente oposto ao modelo argentino.

Nicodemi Notàri Montepulciano d´Abruzzo 2007

Nicodemi é um dos mais notáveis produtores da região italiana de Abruzzo. Seus vinhedos de altitude destacada, conduzidos organicamente, apresentam uvas de grande concentração e equilíbrio. A cuvée Notàri agrega as melhores partidas de vinho 100% montepulciano (uma das uvas tintas mais plantadas na Itália).  Com madeira criteriosamente dosada, consegue exprimir a força de seu terroir, denotando mineralidade, toques defumados, ervas e de chocolate amargo.

1583 Albariño De Fefiñanes 2010

O lado espanhol da uva Alvarinho (grafia portuguesa).No terroir de Rias Baixas, este 100% Albariño fermentado em barricas de carvalho de primeiro, segundo e terceiro usos, com seis meses de bâtonnage (movimentação da leveduras mortas na massa vínica), tem o mérito de manter grande frescor e mineralidade, aliando com sabedoria os benefícios da barrica (micro-oxigenação) e a riqueza de textura (contato sur lies).  


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