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Atualização: Principais Denominações Italianas

19 de Maio de 2014

DOCG-DOC-IGT-2013Denominações Italianas 2013

Sempre é bom atualizarmos os números da Itália, país que protagoniza juntamente com a França a hegemonia na produção mundial de vinhos. Vejam os dados de 2012.

A tabela abaixo mostra as principais denominações em produção de tintos. Muito se fala dos Chiantis, Lambruscos, Valpolicellas, mas a primeira denominação em produção é Montepulciano d´Abruzzo, pouco conhecida do público em geral. A uva é a própria Montepulciano que gera vinhos frutados e fáceis de beber. Aí sim, em seguida temos o famoso Chianti básico, produzido numa ampla área, bem mais espalhada que a zona nobre do Chianti Classico. Bom para bebericar, para vários antepastos italianos, notadamente as bruschettas e crostini.

Quanto aos Lambruscos, mesmo juntando todas as denominações (Salamino, Sorbara, Grasparossa), sua produção caiu sensivelmente. Os Barberas, é interessante notarmos a destacada produção do Barbera d´Asti em relação ao Barbera d´Alba, quase o triplo da quantidade em hectolitros. Vejam que Barbaresco nem aparece na lista, já que sua produção é cerca de um terço com relação aos Barolos.

Chianti: Produção destacada

Com relação aos brancos, a denominação Soave do Veneto lidera com folga. Esses brancos baseados na uva Garganega são perfumados e de boa textura. Trebbiano que já teve produção bastante elevada, atualmente é mais ligada à elaboração do Vin Santo da Toscana, além da denominação acima citada. Verdicchio, o grande branco de Marche, é sempre um vinho fresco e agradável, bom parceiro para um Spaghetti ao Vôngole. 

Orvieto: branco esquecido da Úmbria

Quanto aos espumantes, Prosecco com a nova legislação a partir de 2009, lidera com folga todas as denominações de origem italianas. Contudo, a qualidade restringe-se à denominação Conegliano-Valdobbiadene. Asti continua sendo o famoso espumante doce do Piemonte com produção de mais de cem milhões de garrafas por ano. Por último, Franciacorta, o champagne italiano. As melhores casas fazem produtos sofisticados. Mesmo assim, a produção total não passa muito de quinze milhões de garrafas por ano.

As borbulhas acima somam mais de 400 milhões de garrafas/ano

Em termos regionais; Veneto, Sicilia, Puglia e Emilia-Romagna, continuam produzindo juntas mais da metade de toda a produção italiana. O norte italiano já há algum tempo supera a produção sulina do Mezzogiorno.

Lembrete: Vinho Sem Segredo na Radio Bandeirantes FM 90,9 às terças e quintas-feiras. Pela manhã, no programa Manhã Bandeirantes e à tarde no Jornal em Três Tempos.

Itália: DOCGs atualizadas

19 de Março de 2010

 

Marche: uma das 20 regiões vinícolas da Itália

Mais duas novas DOCGs foram recentemente promulgadas perfazendo um total de 45 DOCG (Denominazioni di Origine Controllata e Garantita), classificação máxima pela legislação italiana. São elas: Castelli di Jesi Verdicchio Riserva e Verdicchio di Matelica, pertencentes à região central de Marche na costa adriática.

A uva branca autóctone Verdicchio gera vinhos frescos, relativamente leves e delicados. Ideal para entradas, pescados e massas como spaghetti alle Vongole.

Para aqueles que desejam provar esses vinhos, temos dois típicos representantes no Brasil. O primeiro é o produtor Garofoli da importadora Vinea (www.vinea.com.br) e o segundo é o tradicional Fazi-Battaglia (era importado pela Franco Suissa, mas pode ser encontrado em supermercados). O inconfundível formato em ânfora da garrafa caracteriza este vinho.

As duas novíssimas denominações juntam-se a outras duas também relativamente recentes: Rosso Conero Riserva e Vernaccia di Serrapetrona. A primeira é um tinto à base da uva Montepulciano complementada pela Sangiovese. Já a segunda, é um curioso espumante tinto baseado na uva Vernaccia Nera.

Para maiores informações sobre DOCG de todas as regiões, consulte o site www.vinealia.org,  que detalha todas as DOCG e DOC atualmente em vigor. O Piemonte reina absoluto com 12 DOCG,  por enquanto.

 


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