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Wine Spectator: Top 100

18 de Novembro de 2015

Encerrando as considerações da esperada lista dos 100 melhores vinhos segundo a revista Wine Spectator, comentaremos alguns vinhos entre os escolhidos que chamaram mais a atenção, conforme relação abaixo:

13º lugar – La Serena Brunello di Montalcino 2010 – 96 pontos

16º lugar – Porto Taylor´s Fladgate LBV 2009 – 93 pontos

18º lugar – Altesino Brunello di Montalcino Montosoli  2010 – 98 pontos

19º lugar – Dehlinger Pinot Noir Russian River Valley Altamont 2013 – 95 pontos

27º lugar – Lívio Sassetti Brunello di Montalcino Pertimali 2010 – 95 pontos

30º lugar – Dominio de Tares Mencia Bierzo Cepas Viejas 2011 – 93 pontos

43º lugar – Collosorbo Brunello di Montalcino 2010 – 94 pontos

56º lugar – CVNE Rioja Imperial Reserva 2010 – 93 pontos

57º lugar – Altamura Napa Valley Cabernet Sauvignon 2012 – 95 pontos

61º lugar – Clarendon Hills Grenache Clarendon Romas 2009 – 95 pontos

65º lugar – Chappellet Cabernet Sauvignon Napa Valley Signature 2012 – 93 pontos

98º lugar – Chateau Figeac St Emilion 2012 – 93 pontos

Os doze vinhos acima formam uma caixa entre os Top 100. Evidentemente, é uma escolha pessoal, mas justificada com algumas considerações. Todos os vinhos têm pontuação acima ou igual a 93 pontos. Baseado nos Top Ten escolhidos e comentados em artigos anteriores, essa escolha segue de certo modo os destaques do ano. Por exemplo, há quatro Brunellos da safra de 2010 nesta caixa sem contar o Brunello entre os Top Ten. Para os Brunelistas de plantão, 2010 é a safra altamente recomendada para envelhecer na adega. Estes Brunellos estão chegando ao Brasil agora, segundo a legislação da denominação para liberação no mercado.

Seguindo este raciocínio, temos dois Cabernets americanos da bela safra de 2012, inclusive o vinho do ano. Neste caso, os americanos devem ser comprados nos Estados Unidos. Seguindo a mesma linha, escolhemos mais um St Emilion da safra 2012, Chateau Figeac. É um chateau de planalto com as mesmas características de terroir do famoso Cheval Blanc. Portanto, sete vinhos da caixa já foram justificados. Os cinco restantes têm razões pontuais para as escolhas.

Vinho do Porto Taylor´s LBV 2009. Além de uma grande Casa do Porto, os LBVs costumam ser bem acessíveis em termos de preço. Este com 93 pontos justifica plenamente a compra. Esta safra sugere também outros Portos de mesmo nível da Taylor´s nesta categoria LBV. Por exemplo: Noval, Fonseca, e Graham´s.

Pinot Noir de Russian River com 95 pontos. Dehlinger é uma ótima vinícola especializada nesta temperamental casta. Em particular, considero Russian River como o melhor terroir para esta uva, excetuando os grandes Borgonhas, é claro. Novamente, deve ser adquirido no próprio país.

Um grande tinto espanhol com a uva Mencia. A região de Bierzo, noroeste da Espanha, talvez tenha sido a melhor descoberta nos últimos tempos como revitalização de um grande terroir. Os vinhos ainda estão razoavelmente acessíveis em preços. Contudo, é muito provável que a região ganhe em curto espaço de tempo a mesma valorização dos vinhos de Priorato. Temos boas ofertas aqui no Brasil, sobretudo na Decanter (www.decanter.com.br) e a importadora Grand Cru (www.grandcru.com.br).

Outro espanhol que já foi vinho do ano em outras edições. O tradicional Rioja da CVNE (Companhia Vinicola do Norte da Espanha). Este é um Imperial Reserva com 93 pontos e de preço razoavelmente acessível. Importado pela Vinci (www.vinci.com.br).

Por fim, um Grenache de excepcional qualidade. Normalmente na França, a Grenache é uma uva de corte nas diversas apelações do chamado Rhône-Sul, formando o tradicional corte GSM (Grenache, Syrah, Mourvèdre). Entretanto, este vinho é um Grenache 100% varietal e totalmente fora da curva. Trata-se de um australiano de McLaren Vale, região próxima à Barossa Valley. A vinícola é Clarendon Hills e o proprietário cultiva cepas antigas desta uva, elaborando vinhos de alta qualidade. Este em particular, as vinhas são de 1920. Atualmente é trazido pela importadora Vinissimo (www.vinissimo.com.br).

Com isso, encerramos as considerações sobre a famosa lista da Wine Spectator. Os vinhos comentados nos dão a possiblidade de conhece-los melhor e ao mesmo tempo, pode valer para as compras de final de ano. Presentear os amigos e/ou nos presentearmos.

CVNE Imperial Gran Reserva 2004: O Vinho do Ano

18 de Novembro de 2013

Bela homenagem da revista Wine Spectator em eleger um dos grandes vinhos da bodega CVNE (Companhia Vinícola do Norte da Espanha) como vinho do ano 2013. Uma homenagem também à Denominacíon de Origen Calificada (DOCa) Rioja, símbolo dos belos tintos espanhóis. Em termos de tradição e história, CVNE tem a mesma importância e prestígio da Real Companhia Velha na famosa região portuguesa do Douro. Além da CVNE detentora deste campeão em questão, as bodegas Viña Real de perfil mais moderno, e Contino na concepção dos châteaux de Bordeaux, fazem parte do grupo.

Estes vinhos são trazidos pela importadora Vinci (www.vinci.com.br) em faixas de preços bem variadas. Em especial, este Gran Reserva 2004 ainda não está disponível, porém a safra 2001 está à venda e particularmente, parece ser superior a 2004. Além disso, quando chegar ou se chegar a badalada safra em questão, os preços poderão estar bastante diferentes.

Wine Spectator: Number 1

Um Gran Reserva de Rioja passa pelo menos dois anos em madeira, e mais três anos em garrafa, antes de ser comercializado. Estas exigências mínimas são facilmente cumpridas com folga pelas melhores bodegas. No caso deste Imperial Gran Reserva, o blend é composto pelas uvas Tempranillo (85%), Graciano (10%) e Mazuelo (5%), de videiras antigas. Essas uvas tintas complementares (Graciano e Mazuelo) aportam acidez, profundidade de cor, taninos e aromas sutis ao conjunto. O vinho é elaborado com longa maceração e amadurecido em barricas de carvalho americano e francês. A qualidade da safra 2004 é destacada com ciclos de repouso e vegetativo bem definidos. Em sua avaliação, predomina a elegância sobre a potência, aromas balsâmicos, de especiarias, com uma acidez refrescante. Pode ser bebido com prazer ou adegado por vários anos. Sua nota: 95 pontos (WS).

Melhores solos: entre Haro e Logroño

Os vinhedos da bodega estão localizados nas sub-regiões Rioja Alta e Rioja Alavesa. Terroirs diferenciados, principalmente pelos solos calcários e argilosos, fornecendo personalidade e elegância aos vinhos, sobretudo para a nobre casta Tempranillo. Aí estão as bodegas de maior prestígio. Ver artigo específico sobre Rioja neste mesmo blog (Terroir: Rioja DOCa).

Filetto alla Rossini

Sugestão para harmonização, um belo Filé Rossini. O foie gras, a trufa e o molho madeira, formam um conjunto que complementa de forma admirável os sabores, aromas e textura deste Gran Reserva. Assados de um modo geral com molhos de personalidade, porém elegantes, são a chave para uma feliz comunhão.

Outros vinhos da CVNE que vale a pena prová-los estão disponíveis na importadora Vinci. São eles: Cune Crianza 2009, Viña Real Reserva 2005 e Imperial Reserva 2005.

Os demais vinhos classificados no recente Top 100 de 2013 serão comentados oportunamente.


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