Grandes Vinhos, Grandes Safras: Parte I


Depois de um hiato na rotina de nossas publicações, começa aqui o relato de algumas degustações de alto nível com amigos na França. O nome desta série tenta reproduzir as sensações e o glamour de alguns mitos da enologia, sobretudo francesa. A primeira degustação começa já no avião com toda a energia e expectativa do grupo, conforme relato abaixo.

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Neste primeiro grupo de vinhos degustados, podemos começar pelo Vieux Chateau Certan 1990, um dos tintos entre os melhores do seleto grupo de Pomerol, embora não haja ainda uma classificação oficial para esta apelação. Um vinho muito bem pontuado, mas que não estava em sua melhor forma. De qualquer modo, muito agradável, apesar de haver garrafas melhores. Aliás, um ditado que vai ser recorrente neste artigo é: ¨Em vinhos antigos, não existem grandes safras. Existem grandes garrafas¨.

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Em seguida, fomos para Pauillac com o belo Chateau Latour 1982. Um dos grandes desta safra e muita estrutura em boca. Nariz ainda um pouco fechado e taninos abundantes. Vai evoluir por algumas décadas e mesmo em seu apogeu, permanecerá por longo tempo.

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Os dois tintos foram precedidos pelo Champagne Cristal 2002 e pelo trio de ferro dos brancos de Beaune: Corton Charlemagne Coche-Dury, Ramonet Bienvenue Batart Montrachet e DomaineMichel Niellon Chevalier Montrachet, todos Grand Crus.

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Produtor excepcional

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Vinho raro do Ramonet

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Muita vida pela frente

O champagne Cristal dispensa comentários, sobretudo numa safra relevante como 2002. Bienvenue do Ramonet é um vinho raro e neste exemplar mostrou um toque cítrico sensacional. Já o Corton Coche Dury estava aberto e extremamente cativante enquanto o Chevalier de Michel Niellon mostrava-se introspectivo. Só após algum tempo, seus aromas e sabores desabrocharam.

Enfim, para um início de viagem, nada mal. No próximo artigo, chegada à Borgonha, Dijon, Côte de Nuits.

Lembrete: Vinho Sem Segredo na Radio Bandeirantes (FM 90,9) às terças e quintas-feiras. Pela manhã, no programa Manhã Bandeirantes e à tarde, no Jornal em Três Tempos.

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Uma resposta to “Grandes Vinhos, Grandes Safras: Parte I”

  1. Jaime riba Says:

    Desejo-lhes boa degustação por terras de França, Pais onde sabemos que vinho é cultura. Nos, apesar de ja muito bons, penso que temos ainda a aprender algumas coisas com essas gentes do vinho para quem o tempo é fundamental para completar o trabalho do homem.
    Jà por cà tambem assim é. Em algumas quintas (na região do vinho verde doc) ha muitos anos assim se faz, mesmo contrariando modas e lobis. O resultado é positivo. Grandes chefs e turistas, tem sido o testemunho de que valeu a pena trazer a autenticidade e os valores do passado para as mesas actuais e para momentos onde a partilha do prazer tambem passa pelos vinhos. Estamos felizes para nos e toda a região por termos sido fieis a esses valores herdados. A experiencia exige-nos continuação para bem de toda esta região do vale do Lima onde nos situamos. Se o tempo lhes permitir um dia, a nossa porta està aberta.

    Gostar

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