Ceia de Ano Novo: Plano B


Na mesma linha do plano B de Natal, o Ano Novo é um repeteco de comilança e bebidas. Para quem optar por bacalhau na ceia, eis uma maneira criativa de aproveitar o que sobrou, um delicioso suflê de bacalhau. Se o prato da ceia for um bacalhau ao forno, aquele bem caseiro, com batatas, pimentões, azeitonas, ovos, cebola, tomate, entre outros ingredientes, conforme foto abaixo, podemos escolher vários dos mesmos para o dia seguinte. O bacalhau evidentemente, as azeitonas, pimentões e batatas, por exemplo, farão parte do suflê. Refogue esses ingredientes com um pouco de alho e azeite. Em seguida, junte as batatas, gemas de ovos e farinha de trigo num outro recipiente, incorporando por último as claras em neve. Finalmente, junte o refogado do bacalhau e ponha numa assadeira untada no forno, ou faça porções individuais, conforme o gosto do freguês.

Bacalhau ao forno: Receita tradicional

A harmonização para o bacalhau já foi tema específico neste mesmo blog, tentando esclarecer a enorme polêmica em torno dos vinhos de acompanhamento. Pessoalmente, vejo três opções viáveis: um branco encorpado com passagem por madeira e de certa evolução (os Chardonnays pelo mundo são exemplos clássicos); um tinto de Rioja, Reserva ou Gran Reserva de escola tradicional com seus toques empireumáticos, defumados, e de especiarias; ou um tinto jovem  do Alentejo com bastante fruta, frescor e taninos dóceis. As opções por tintos são fervorosamente defendidas pelos portugueses.

Suflê: apresentação requintada e criativa

Já para o suflê, um prato mais delicado, embora o sabor de bacalhau seja marcante, um vinho mais leve para enfrentar a ressaca é bem mais apropriado, além do que, estamos falando em almoço, verão e temperaturas altas. Que tal um espumante refrescante, de certo corpo, preferencialmente elaborado pelo método tradicional (espumatização na própria garrafa). Os aromas de leveduras e outros tantos provenientes do contato sur lies (sobre as leveduras) casam muito bem com os sabores do bacalhau. Some-se a isso, a textura delicado do suflê, complementada pela sensação de mousse (borbulhas do espumante) e frescor do vinho. Um espumante rosé, geralmente mais estruturado, também é uma bela opção. Os espumantes da Casa Valduga e do expert Adolfo Lona são ótimas referências de exemplares nacionais. Podem ser encontrados em lojas de vinhos e bebidas finas com certa sofisticação. Se a escolha for pelos importados, um bom Cava (espanhol), um bom Franciacorta (norte da Itália) ou um Crémant (especialidade francesa com várias denominações nas principais regiões vinícolas), vão preencher todos os requisitos. Todos eles elaborados pelo método tradicional.

Feliz Ano Novo a todos, repleto de sucesso e realizações!

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