Austrália: Parte I


Austrália, um dos maiores países exportadores de vinho, mais precisamente, o quarto no ranking mundial, com pouco mais de sete milhões de hectolitros exportados e aproximadamente cento e setenta mil hectares de vinhas cultivadas. Símbolo de vinho moderno, macio, aromas exuberantes, pronto para beber, direto e sem delongas.

A partir deste artigo, mostraremos as principais regiões vinícolas australianas, baseadas nos sites: www.wineaustralia.com e www.winecompanion.com.au. A uva Shiraz, grafia australiana, é a grande estrela entre as tintas com exemplares notáveis nas regiões de Barossa Valley, Mclaren Vale e Clare Valley, principalmente. Os brancos baseados na Chardonnay e também na pouco explorada Sémillon, sobretudo como varietal, são os grandes destaques.

Vinhas concentradas na porção sul do país

Conforme mapa acima, as três regiões meridionais, South Australia, Victoria e New South Wales, concentram a grande maioria das vinhas deste país de dimensões continentais. Western Australia, Queensland e a ilha da Tasmania, completam o cenário. O fator fundamental desta concentração é o clima extremamente seco e bastanta quente fora das regiões mencionadas. Aliás, boa parte do vinhedo australiano precisa obrigatoriamente de irrigação, sem a qual, as vinhas não sobrevivem satisfatoriamente. Outra característica singular, é a ausência da filoxera em boa parte das vinhas australianas. A região de Victoria que será abordada oportunamente, é a que mais sofre com a presença desta praga. Só para esclarecer, filoxera é um pulgão que infectou e devastou grande parte do vinhedo europeu no final do século XIX, propagando-se para outras partes do mundo. Como sua ação nociva era a destruição das raízes da videira, a solução foi plantar videiras americanas nos vinhedos infectados (contato com o solo), enxertando as videiras européias sobre as americanas, ou seja, sem o contato direto com o solo.

A implantação da cultura da vinha na Austrália dá-se coincidentemente pouco antes desta época com importante participação de imigrantes alemães. Deste fato, resulta a grande tradição da uva Riesling em Barossa Valley, notadamente Eden Valley, região contígua à Barossa, e principalmente em Clare Valley, região de altitude a norte de Barossa.

A vitivinicultura australiana contemporânea está calcada em poderosos grupos vinícolas capazes de vinificar com qualidade e eficiência grandes massas de mostos provenientes de várias regiões, muitas vezes, distantes entre si, modificando drasticamente o tradicional conceito de terroir. A tecnologia e conceitos de vinificação são avançados, respeitados e muitas vezes adotados mundo afora. Um dos trunfos da agradabilidade dos vinhos australianos, sobretudo os tintos, está no fato de vinificarem os mostos sem grandes macerações a temperaturas um pouco mais baixas que as habituais. Eles preferem os taninos mais dóceis das barricas de carvalho, de mais fácil polimerização, aos taninos propriamente das uvas que normalmente necessitam mais tempo para serem amaciados. Além disso, os aromas e temperos (baunilha, especiarias, toques empireumáticos, …) da madeira potencializam o apelo e apreciação dos vinhos, mesmo em tenra idade.

Outros detalhes, veremos a seguir no próximo post, focando cada uma das principais regiões mostrada no mapa acima.

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Uma resposta to “Austrália: Parte I”

  1. anonym Says:

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    baaed content.

    Gostar

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