Toscana: Parte I


Pode contar no mapa abaixo, são vinte regiões vinícolas em toda a Itália. Vinho Sem Segredo já contemplou várias delas em artigos específicos e nesta série, vamos começar com pormenores da clássica Toscana.

Itália: Vinhas de norte a sul

A Toscana pertence à Italia Central e dispensa apresentações quanto à fama e prestígio de seus vinhos. Brunellos, Chiantis e Supertoscanos, já bastariam para abrilhantar sua rica história. Contudo, há uma gama enorme de denominações que iremos destacar a partir deste post, conforme mapa abaixo:

Dê um zoom no mapa para melhor visualização

Denominações como Chianti e Brunello di Montalcino já foram esmiuçadas em artigos específicos neste mesmo blog (vide Pecualiaridades do Chianti Classico, As várias denominações Chianti e Terroir: Brunello di Montalcino). Atualmente, a Toscana apresenta 9 DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita), 39 DOC (Denominazione di Origine Controllata) e 6 IGT (Indicazione Geografica Tipica).

Quanto ao relevo e clima, as denominações mais próximas do mar Tirreno como Bolgheri por exemplo, apresentam topografia menos acidentada e clima mais quente em relação ao interior. A maior parte do relevo é composto pelas típicas colinas toscanas, compondo belas paisagens na região do Chianti. Por fim, a parte mais oriental ou interiorana, apresenta altitude acentuada por conta da proximidade dos Apeninos, dificultando a maturação das uvas.

A principal uva tinta é a Sangiovese, a mais plantada em toda a Itália, assumindo vários nomes como Sangioveto, Morellino, Brunello, Prugnolo Gentile, entre outros. As denominações Chianti e Chianti Classico juntas somam a maior produção de vinho tinto do território italiano, seguida de perto pela denominação Montelpulciano d´Abruzzo.

A produção total da Toscana em 2010 foi de dois milhões oitocentos e cinquenta e quatro hectolitros, sendo 62,3% vinhos DOCG/DOC, 25,1% IGT e apenas 12,6% Vino da Tavola. Esses valores confirmam a alta porcentagem de vinhos regidos por leis mais rigorosas e fiscalizadoras, embora não garanta a qualidade em alto nível, e sim a procedência e tipicidade dos vinhos.

O destaque para vinhos brancos secos fica por conta da DOCG Vernaccia di San Gimignano, elaborado com a uva Vernaccia, acrescida às vezes com um pouco de Chardonnay. É a maior produção em termos de denominação toscana para brancos, sendo elaborados nas versões com e sem madeira.

Continuamos no próximo post com novas denominações.

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