Archive for Setembro, 2012

Toscana: Parte III

27 de Setembro de 2012

Dando prosseguimento às atuais DOCGs da Toscana, abordaremos as denominações Morellino di Scansano, Montecucco Sangiovese e Elba Aleatico Passito, enumeradas abaixo nos itens 15, 12 e 10, respectivamente.

As várias denominações toscanas

Morellino di Scansano

Morellino, um dos muitos sinônimos da Sangiovese, protagoniza o corte desta recente DOCG na região de Maremma. A legislação exige pelo menos 85% de Sangiovese, podendo ser complementada por outras uvas tintas autorizadas na região. Vinho de médio corpo, boa acidez e tanicidade comedida. Normalmente, para ser tomado jovem. Existem versões mais sofisticadas com passagem por madeira mais acentuada. Fattoria di Magliano é uma bela vinícola representada aqui no Brasil pela importadora Cellar (www.cellar-af.com.br), com exemplares de Morellino di Scansano e Rosso Maremma, DOC que falaremos em artigos seguintes.

Montecucco Sangiovese

Ao norte da DOCG Morellino e ao sul da DOCG Brunello di Montalcino, encontra-se a recente DOCG Montecucco Sangiovese, aprovada no final de 2011. A legislação pede no mínimo 90% de Sangiovese, complementada eventualmente por outras uvas tintas autorizadas na região. O produtor Colle Massari da importadora Mistral (www.mistral.com.br) é uma boa referência para esta denominação.

Elba Aleatico Passito

DOCG recente, elaborada com a uva tinta 100% Aleatico. Esta uva tem parentesco com a Moscatel e é também chamada de Moscatel tinto. Além da ilha de Elba, pertencente à Toscana, é cultivada com sucesso na região sulina da Puglia. É um vinho tinto doce elaborado com uvas passificadas, concentrando sobremaneira os açúcares. Muitas vezes, apresenta o característico aroma de lichias. Infelizmente, não temos exemplares no Brasil. Contudo, pode ser encontrado na importadora World Wine (www.worldwine.com.br) um Aleatico di Puglia Passito do produtor Feudi di San Marzano. Não é o mesmo terroir, mas uma boa aproximação da versão toscana.

Próximo post, as principais DOCs da Toscana como Bolgheri, Maremma e Vin Santo.

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Toscana: Parte II

24 de Setembro de 2012

Após breve explanação sobre a região toscana, vamos abordar as noves atuais DOCGs descritas abaixo:

  • Brunello di Montalcino
  • Chianti
  • Chianti Classico
  • Carmignano
  • Vino Nobile di Montepulciano
  • Morellino di Scansano
  • Vernaccia di San Gimignano
  • Montecucco Sangiovese
  • Elba Aleatico Passito

Das nove acima citadas, as três primeiras já foram dissecadas em artigos anteriores. Na sequência, temos a DOCG Carmignano, a qual provavelmente serviu de inspiração para o surgimento dos chamados supertoscanos, pois sendo anterior aos mesmos, já utilizava uvas internacionais em seus cortes, como veremos a seguir. A legislação permite as uvas Sangiovese (mínimo de 50%), Canaiolo (até 20%), Cabernet Franc e/ou Cabernet Sauvignon (de 10 a 20%), e brancas toscanas (Trebbiano, Canaiolo Bianco e Malvasia), em até 10%.

São tintos de produção muito pequena (pouco mais de cinco mil hectolitros anuais), elaborados numa região ao norte de Firenze, num estilo mais tradicional. Dois belos produtores são representados no Brasil pelas importadoras Mistral (www.mistral.com.br) e Vinci (www.vinci.com.br). Tenuta di Capezzana e Fattoria di Ambra, respectivamente.

Outro tinto de estilo normalmente mais tradicional é elaborado sob a denominação Vino Nobile di Montepulciano. Cabe esclarecer que neste caso, Montepulciano é a cidade, e não a uva. Conforme mapa acima, a região fica a leste da famosa denominação Brunello di Montalcino. Em seu corte é permitido as uvas Sangiovese, localmente chamada de Prugnolo Gentile (mínimo de 70%), Canaiolo (máximo de 20%), outras tintas locais (máximo 20%), e brancas locais (máximo 10%). Novamente, as importadoras Vinci e Mistral trazem dois ícones da região: Dei e Poliziano, respectivamente. A exemplo de Montalcino, Montepulciano elabora um DOC famosa denominada Rosso di Montepulciano, vinho elaborado com parreiras mais jovens, menos extraído e consequentemente, mais pronto para consumo imediato. Uma espécie de segundo vinho da vinícola.

Embora o assunto ainda não seja Vin Santo, é bom lembrar que Montepulciano elabora o melhor Vin Santo de toda a Toscana, sendo o produtor Avignonesi mentor de vinhos superlativos.

Próximo post, mais denominações.

Toscana: Parte I

20 de Setembro de 2012

Pode contar no mapa abaixo, são vinte regiões vinícolas em toda a Itália. Vinho Sem Segredo já contemplou várias delas em artigos específicos e nesta série, vamos começar com pormenores da clássica Toscana.

Itália: Vinhas de norte a sul

A Toscana pertence à Italia Central e dispensa apresentações quanto à fama e prestígio de seus vinhos. Brunellos, Chiantis e Supertoscanos, já bastariam para abrilhantar sua rica história. Contudo, há uma gama enorme de denominações que iremos destacar a partir deste post, conforme mapa abaixo:

Dê um zoom no mapa para melhor visualização

Denominações como Chianti e Brunello di Montalcino já foram esmiuçadas em artigos específicos neste mesmo blog (vide Pecualiaridades do Chianti Classico, As várias denominações Chianti e Terroir: Brunello di Montalcino). Atualmente, a Toscana apresenta 9 DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita), 39 DOC (Denominazione di Origine Controllata) e 6 IGT (Indicazione Geografica Tipica).

Quanto ao relevo e clima, as denominações mais próximas do mar Tirreno como Bolgheri por exemplo, apresentam topografia menos acidentada e clima mais quente em relação ao interior. A maior parte do relevo é composto pelas típicas colinas toscanas, compondo belas paisagens na região do Chianti. Por fim, a parte mais oriental ou interiorana, apresenta altitude acentuada por conta da proximidade dos Apeninos, dificultando a maturação das uvas.

A principal uva tinta é a Sangiovese, a mais plantada em toda a Itália, assumindo vários nomes como Sangioveto, Morellino, Brunello, Prugnolo Gentile, entre outros. As denominações Chianti e Chianti Classico juntas somam a maior produção de vinho tinto do território italiano, seguida de perto pela denominação Montelpulciano d´Abruzzo.

A produção total da Toscana em 2010 foi de dois milhões oitocentos e cinquenta e quatro hectolitros, sendo 62,3% vinhos DOCG/DOC, 25,1% IGT e apenas 12,6% Vino da Tavola. Esses valores confirmam a alta porcentagem de vinhos regidos por leis mais rigorosas e fiscalizadoras, embora não garanta a qualidade em alto nível, e sim a procedência e tipicidade dos vinhos.

O destaque para vinhos brancos secos fica por conta da DOCG Vernaccia di San Gimignano, elaborado com a uva Vernaccia, acrescida às vezes com um pouco de Chardonnay. É a maior produção em termos de denominação toscana para brancos, sendo elaborados nas versões com e sem madeira.

Continuamos no próximo post com novas denominações.

Harmonização: Feijão-Tropeiro

17 de Setembro de 2012

Prato substancioso da cozinha interiorana de São Paulo, Goiás e Minas Gerais, implantado pelos bandeirantes no desbravamento destas  terras em busca de riquezas. Ingredientes que podiam ser levados nas viagens a cavalo sem grandes preocupações e cuidados.

Recompensa após longa jornada

Baseado em feijão (não o preto), farinha de mandioca, lombo de porco, torresmo, linguiça e muito tempero (ervas, cebola, alho, …), é um prato para o trabalho duro. Acompanhamentos como arroz branco e ovos são bem tradicionais.

Para a harmonização, vinhos de bom corpo, boa acidez e passagem por madeira, são belos parceiros para este tipo de prato. Bom corpo porque o prato tem volume e sabor marcante, acidez para combater a gordura dos ingredientes, e sabores amadeirados para fazer eco aos toques defumados da carne de porco. Estamos falando de tintos, mas se a opção for branco, o clássico Chardonnay com amadurecimento em barrica pode fazer frente ao prato. Evidentemente, não um fino borgonha. Qualquer bom Chardonnay do Novo Mundo cumpre bem a missão.

Voltando aos tintos, penso num bom Barbera Barricato, com acidez e toques empireumáticos adequados. Um Shiraz do Novo Mundo não muito dominador, com seus toques defumados e de especiarias, além da rica fruta. E por que não um Tempranillo de Ribera del Duero? ou melhor ainda de Toro, com a rusticidade na medida certa para este prato campestre. Vinhos vigorosos, sem grandes sofisticações, de bom frescor e adequadamente marcados pela madeira, são as armas adequadas para este substancioso prato. Para ficar bem brasileiro, os bons Merlots da serra gaúcha podem impressionar a contento estrangeiros que queiram conhecer nossa enogastronomia.

Harmonização: Filet Mignon ao Molho de Café

13 de Setembro de 2012

Molhos exóticos sempre nos colocam em dúvida quanto aos vinhos, e geralmente, eles são determinantes na harmonização. No caso do molho de café, há um grupo de vinhos com certa afinidade. Como estamos falando em carne vermelha, a opção por tintos é natural e mais sensata. Vinhos marcados por aromas empireumáticos (relacionados com a ação do fogo), tais como: café, caramelo, chocolate, casam-se bem com o molho acima. Normalmente, tintos com passagem por barricas de carvalho costumam apresentar este tipo de aroma.

Molho de café: afinidade com alguns vinhos

O molho de café tem como base um bom caldo de carne, ervas, cenoura, cebola e alho comedidos, um pouco de vinho tinto, creme de leite para dar espessura e evidentemente um pouco de licor de café.

Tintos australianos com a uva Shiraz são as primeiras opções. São vinhos com muita fruta, taninos dóceis e muitos toques empireumáticos lembrando o próprio café, chocolates, tabaco, especiarias e baunilha. O poder de fruta destes vinhos amenizam um eventual e leve amargor dado pelo café. Além disso, ajudam a equilibrar alguma guarnição com tendência adocicada como um creme de mandioquinha ou um bolinho de banana da terra, caso desta receita. A carne de filet mignon, bastante macia, não necessita de grande estrutura tânica do vinho. Portanto, perfeitamente adequada aos macios tintos australianos.

Merlots do Novo Mundo e os convidativos alentejanos (sul de Portugal) com boa passagem por barricas são também opções seguras. Califórnia, Chile e África do Sul têm bons exemplares desta uva bordalesa. 

Malbecs bem moldados em barricas também são opções seguras e bastante disponíveis em nosso mercado. Só para citar dois exemplos, temos o belo J. Alberto da Bodega Noemía, grande tinto da Patagônia com parreiras plantadas em 1955 (há um artigo específico neste blog sobre esta bodega). O outro exemplar vem da Viña Cobos, da linha Bramare, região de Mendoza. Tinto de bela concentração e muito bem balanceado com a madeira.

Harmonização: Toucinho do Céu

10 de Setembro de 2012

Toucinho do Céu, uma das jóias da doçaria portuguesa. Sobremesa calcada fundamentalmente em ovos (muitas gemas), açúcar e amêndoas. Contraindicada para diabéticos, o sabor doce é realmente marcante. Os vinhos portanto, devem ter boa dose de açúcar residual, além de forte aromaticidade.

Belo arremate após o bacalhau

Obviamente, os fortificados portugueses são as escolhas imediatas. Mas atenção, a maioria dos Portos e Madeiras não terão açúcar suficiente para esta sobremesa, exceto o Porto Lágrima o qual aliás, combina muito bem. Contudo, o clássico Moscatel de Setúbal é o vinho que naturalmente apresenta força aromática e doçura suficientes para o prato. Outras sobremesas bastante doces com toques cítricos (laranja ou limão) são parcerias certas para este tipo de vinho.

Outros moscatéis pelo mundo seguem como alternativas. Na França, o Muscat Beaumes de Venise tem a ver mais com sobremesas à base de pêssegos. Rivesaltes Ambré, fortificado de Roussillon (sul da França) que sofre também um processo oxidativo, composto pelas uvas Grenache Blanc e Muscat, pode fazer boa parceria com esta sobremesa.

Na Itália, Passito di Pantelleria, elaborado com a uva Zibibbo (nome local do Moscato d´Alessandria), é outra alternativa interessante. Neste mesmo blog, há um artigo específico sobre este belo vinho italiano.

Da Espanha, os grandes Moscatéis de Málaga, região próxima a Jerez, e um tanto esquecida, podem surpreender na harmonização, fugindo um pouco dos potentes e dominantes Pedro Ximenez. O produtor Telmo Rodriguez apresenta exemplares interessantes através da importadora Mistral (www.mistral.com.br). 

O importante é o vinho ter presença, doçura suficiente, e um certo toque oxidativo para as amêndoas. Nesta linha, Portugal tem excelentes opções a serem testadas.

As Marcas mais Poderosas no Mundo

6 de Setembro de 2012

O mundo dos fermentados e destilados é rico e extremamente diversificado. Cada país, cada região específica, produz bebidas de acordo com seu clima, solo e costumes locais. É aquela palavrinha mágica chamada terroir. Neste contexto, Escócia lembra Whisky, França os Vinhos, Alemanha Cerveja, Japão Saquê, e assim por diante.

Existem também bebidas que apresentam uma certa dualidade quanto às origens, qualidade e prestígio. É o caso por exemplo do Gim (Inglaterra ou Holanda), Vodka (Rússia ou Polônia), Pisco (Chile ou Peru), dentre outros.

Neste artigo, vamos fazer um apanhado geral pelo mundo, em busca das bebidas e marcas mais consumidas, mais prestigiadas, e mais poderosas. O estudo é feito anualmente pela Intalgible Business, empresa especializada em estratégias, estudos e estatísticas das principais bebidas comercializadas e consumidas no mundo.

Pelo gráfico abaixo, percebemos que o Whisky e a Vodka são os dois grandes destilados que dominam o mundo. O vinho aparece em quinto lugar, seguido pelos brandies (destilados de uvas) e um pouco mais abaixo, os espumantes numa categoria à parte.

Whisky: a bebida mais poderosa no mundo

O que chamamos de Flavoured Spirits são bebidas aromáticas, misturadas a destilados, e emblematizadas pelos licores de uma maneira geral. Marcas como Baileys, Grand Marnier, Pastis 51 e Cointreau exemplificam bem esta categoria que está em sétimo lugar na tabela acima. Já a categoria Light Aperitif é personificada pelos vermutes como Martini, Cinzano e Aperol.

Dentre as grandes companhias vinícolas, a tabela abaixo mostra os quinze maiores grupos vinícolas em 2011 com destaque para o gigante chileno Concha Y Toro, já abordado em artigo específico neste mesmo blog. Estados Unidos e Austrália dominam este setor com conglomerados imensos reunindo grandes vinícolas em seus respectivos países.

Estados Unidos e Austrália no poder

Finalizando, a tabela abaixo mostra o ranking das principais marcas no mundo das bebidas, facilmente reconhecidas por seus fãs e consumidores. Johnnie Waker e Jack Daniel´s encabeçam as grandes marcas escocesas e americanas de Whisky, respectivamente. O grupo LVMH mostra seu poder com marcas como Moët et Chandon, Hennessy e Veuve Clicquot. As vodcas Absolut e Smirnoff comandam um grande império. Por enquanto, nenhuma vinícola está neste seleto grupo de poder, a não ser os sofisticados champagnes.

Os destilados no topo do mundo

Quanto aos apreciadores de cerveja,não fiquem tristes! Este é o fermentado mais consumido no mundo, depois da água (líquido universal) e chá. Com esta penetração e popularidade, torna-se um produto relativamente barato, exceto as grandes cervejas artesanais, sobretudo as belgas. A exemplo do vinho, não possui um valor agregado tão alto na média para fazer frente às marcas citadas acima nas várias tabelas.

Enfim, para quem gosta de beber, não faltam opções de preço, estilo, origem e tipos de bebidas. A opção por bebidas de maior valor agregado, quaisquer que sejam suas preferências, de algum modo limitam o consumo e priorizam a qualidade. Viva a diversidade e saúde a todos!

Harmonização: Cordeiro em Crosta de Pistache

3 de Setembro de 2012

Nesta harmonização, além do tenro lombo de cordeiro, temos a crosta de pistache, o molho de carne reduzido e o delicado ravioli de batata. Neste contexto, os componentes decisivos para a escolha do vinho são o molho reduzido e a crosta de pistache, sendo que o ravioli e o próprio cordeiro influenciarão na textura do mesmo, conforme foto abaixo.

Receita de Salvatore Loi

Pode parecer estranho um ravioli com recheio de batata, mas a ideia é servi-lo como guarnição, despertando certa originalidade e surpresa. Na verdade, o recheio leva além das batatas, um pouco de parmesão ralado, mix de ervas e um toque de pimenta do reino.

Para a crosta de pistache, temos salsinha, um pouco de alho, creme de leite fresco, manteiga e evidentemente, pistache triturado. Além do sabor, a crocância faz um contraponto interessante com os demais elementos de maciez do prato.

O molho de carne deve ser concentrado e reduzido com a evaporação de um cálice de vinho branco, finalizando sua textura com um pouco de manteiga.

Por fim, o cordeiro após devidamente selado com um toque de alecrim, é coberto pela crosta de pistache previamente gelada e em seguida, levado ao forno. É importante que o cordeiro seja mal passado, conforme foto acima e apenas devidamente selado, mantendo a devida suculência.

Em resumo, o prato tem personalidade e ao mesmo tempo elegância e textura delicada. O vinho deve acompanhar esta linha mestra, com aromas elegantes, textura macia e taninos bem moldados. A crocância e a suculência da carne equilibraram bem este lado tânico. Um vinho saindo de seu estágio mais jovem e começando a ganhar aromas terciários pode encontrar o ponto ideal entre a tanicidade comedida e maciez esperada. Toques herbáceos e de alguma evolução encontrarão eco nas ervas do prato e no sabores do pistache. Neste sentido, um bordeaux de margem direita com boa presença de Cabernet Franc, parece ser a solução ideal. A complementação da Merlot lhe dará a maciez necessária. As apelações de Saint-Emilion e seus satélites cumprem bem este papel não esquecendo de apelações menos badaladas como Fronsac e Canon-Fronsac.

Como sugestão, a importadora Decanter (www.decanter.com.br) oferece o belo Chateau Tour de Pas St Georges, da apelação homônima, da grande safra de 2005. Encontra-se num bom estágio de evolução, justamente naquela transição acima descrita. É uma das referências da apelação St-Georges St-Emilion.

A propósito, nesta quarta-feira dia 05 de setembro, teremos uma degustação na ABS-SP com o tema cortes da margem direita de Bordeaux. Evidentemente, outras dicas para a harmonização acima.


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