Cros Parantoux Henri Jayer: Parte I


  

O pedaço mais cobiçado da Borgonha

As diferenças ou semelhanças entre o mítico vinhedo Romanée-Conti, e o lendário vinhedo Cros Parantoux, vão muito além dos 250 metros que os separam. Henri Jayer, o grande cidadão de Vosne-Romanée, conseguiu a proeza de obter em 50 anos de seu Cros Parantoux, prestígio e reverência equivalentes aos 1000 anos do mais respeitado e decantado tinto de toda a Borgonha, o soberano Romanée-Conti.

Henri Jayer, falecido em 2006, em seus 84 anos de existência, alcançou prestígio e respeito de todos que cultivam e vinificam na Borgonha, sobretudo no abençoado terroir de Vosne-Romanée. Sua frase mais marcante diz:

“Un grand vin est conçu dans le vignoble, pas dans la cave”, ou seja, “Um grande vinho é concebido no vinhedo, não na adega”.

Seus ensinamentos mais emblemáticos enfatizam o cultivo sob baixos rendimentos, aversão a qualquer utilização de produtos químicos nas vinhas, desengaço total das uvas para vinificação, maceração pré-fermentativa à baixa temperatura, e ausência de filtração em todo o processo, até o engarrafamento.

Os encarregados de perpetuar a lenda após sua morte são seu sobrinho, Emmanuel Rouget, e a respeitadíssima Domaine Méo-Camuzet, a qual sempre manteve laços de fidelidade, amizade e profissionalismo. Agora não mais, “mis en bouteille par Henri Jayer”. Sua última safra foi em 2001.

Cros Parantoux: Vizinhança Nobre

Vinhedo de 1,01 hectare de solo pobre e pedregoso. Antes da intervenção de Henri Jayer, era considerado um vinhedo comum, de trabalho muito intenso para pouco resultado. Vizinho a norte do excepcional Grand Cru Richebourg, Jayer percebeu que seu solo pobre e delgado tinha um lastro muito pedregoso. Dinamitou as pedras, retirando parte delas, sobretudo as de maior tamanho, formando um novo vinhedo logo após a segunda guerra mundial. Jayer reparou que o solo era ligeiramente mais frio, comparado à sua nobre vizinhança, proporcionando uvas de maior acidez e consequentemente, vinhos mais elegantes. Em média, são elaboradas 3500 garrafas por ano.

  

Romanée-Conti

Vinhedo de 1,8140 hectares em altitude perfeita na colina, a 275 metros, cinquenta metros abaixo de Cros Parantoux. A composição do marga  (mistura judiciosa de argila e calcário) atinge proporção ideal com presença de fósseis marinhos. A vinificação é feita com engaço e maceração de duas a três semanas. O vinho passa em média, 18 meses em barricas de carvalho novas.

Os rendimentos são muito baixos, não raramente menores de 25 hectolitros por hectare. As vinhas possuem idade média de mais de 50 anos. Menos de 6000 garrafas por safra.

Le Montrachet, o excepcional branco da Domaine, tem área de apenas 0,6759 hectare. É sem dúvida, um dos maiores vinhos brancos do mundo. A perfeição da casta Chardonnay. Normalmente, não mais que 3000 garrafas por safra.

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Uma resposta to “Cros Parantoux Henri Jayer: Parte I”

  1. Cros Parantoux Henri Jayer: Parte I de vinhosemsegredo em Vinho Sem Segredo « Enogastronomicos Says:

    […] original: Cros Parantoux Henri Jayer: Parte I de vinhosemsegredo publicado [dia June 11, 2012 at 03:00PM] em Vinho Sem Segredo. Republicado por […]

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