Vinho do Porto: Parte II


Após breve apresentação da região em Vinho do Porto: Parte I, abordaremos os principais aspectos de terroir, que torna o vale do Douro único, além de ser uma das mais belas paisagens vinícolas do mundo.

Encostas extremamente acidentadas

Os fatores abaixo ficam potencializados nas regiões do Cima Corgo e Douro Superior.

Clima

Predominantemente continental, o clima oferece invernos rigorosos e verões tórridos, propiciando uvas com muito extrato e concentração de sabores. A amplitude térmica é notável, com diferenças significativas entre as temperaturas mínimas e máximas ao longo dos dias. A chuva concentra-se no inverno e o clima relativamente seco.

Relevo

As encostas são bastante acidentadas, principalmente no Cima Corgo, tornando a mecanização praticamente proibida. Como consequência, a drenagem do terreno e o ângulo de insolação são excelentes.

Solos

Este é um capítulo à parte. É como tirar leite de pedra, ou melhor, vinho de pedra. Só a tenacidade do povo local é capaz de explicar este milagre. O solo tem base granítica com a formação de xisto (rocha de origem metamórfica). O mesmo muitas vezes tem que ser forjado através de macetas, bulldozers (tratores especiais para quebrar rochas) e até dinamite, quebrando literalmente as pedras para que as raízes da videira consigam penetrar. A construção destes tipos solos são chamados de antrossolos, uma mistura de areia, limo e muitas pedras quebradas em tamanhos menores.

Xisto: solo pedregoso

Baseado nestes fatores de terroir, o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, IVDP (www.ivdp.pt), classifica as vinhas do Douro de A a F, em ordem decrescente, ou seja, as melhores vinhas são as de classificação A, geralmente próximas ao rio Douro, em altitudes em torno de 150 metros.

Outros fatores como idade média das vinhas, densidade de plantação e rendimentos por hectare, contribuem em termos de pontuação para a referida classificação. As castas também têm seu valor, como veremos a seguir:

Castas tintas

Touriga Nacional, Touriga Francesa (Touriga Franca), Tinta Roriz (Tempranillo), Tinto Cão, Tinta Amarela (Trincadeira no Alentejo), Tinta Barroca e mais algumas outras precisam fazer parte de pelo menos 60% do encepamento. Outras tintas, ainda menos conhecidas, podem eventualmente, complementar o conjunto de castas.

Castas brancas

Da mesma forma, as uvas Esgana Cão, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato, Viosinho e Folgasão, perfazem pelo menos 60% do encepamento.

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